A gastronomia latino-americana ganha espaço nos menus europeus, com ingredientes como cumaru, tapioca, ceviche, cachaça e tucupi ganhando protagonismo em restaurantes de alto nível. A tendência é observada no setor de alta gastronomia e no repertório de imigrantes na Europa.
Segundo a WGSN Insider, em novembro de 2025, a América Latina ganha foco global, com oportunidades de aprendizado e cocriação para produtos e estratégias que valorizem identidade e autenticidade. O movimento influencia paladares na Europa.
Gisele Rech, especialista do Paladar e consultora de restaurantes na Europa, aponta que cacau, café e mucilagens já são tradicionais, mas cumaru, fava tonka e baunilha amazônica aparecem com força. Mandioca e tapioca também entram como gomas e pratos.
Casas premiadas ajudam a disseminar técnicas latino-americanas. O chef Rui Paula, da Casa de Chá da Boa Nova, já integrou salmonete com purê de mandioca em seu cardápio. Em Portugal, ela cita relações com chefs brasileiros.
Chefs que atuam no Brasil aparecem como embaixadores da diversidade, como Janaína Torres, que apresentou tucupi em arroz de polvo no Porto. Pertencentes ao circuito europeu, Alessandra Montagne e Cícero também participam de consultorias.
No universo londrino, o Da Terra abriga Rafael Cagali, que eleva moqueca e Romeu e Julieta a pratos de fine dining. A presença de cachaça avança pela participação de Raquel Lopes, brasileira que impulsiona a Casa Cachaça na Europa.
Entre as receitas em evidência, o ceviche e o leche de tigre são citados como símbolos da cultura peruana, enquanto o México impressiona com pimentas, molhos, tacos e tortillas. Em várias casas, imigrantes latino-americanos moldam o cardápio local.
O movimento é visto como forma de diálogo intercultural na gastronomia. Grandes eventos e parcerias entre chefs de diversos países ampliam visibilidade e oportunidades de cooperação entre continentes.
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