High on Life 2 chega com a mesma ideia do título original, mas falha em execução e na qualidade do roteiro, segundo a análise. O game mantém armas falantes como protagonistas, mas a ausência de Justin Roiland, demitido do projeto anterior, pesa no tom e no humor.
O desenvolvimento fica marcado pela mudança de criação: Roiland, cocriador de Rick and Morty, não participa mais do jogo. A Squanch Games continua, porém as piadas passam a parecer forçadas, com diálogos longos que não agradam a maioria dos jogadores.
Desempenho e tecnologia
O jogo utiliza Unreal Engine 5 e apresenta cenários bem acabados, mas sofre com otimização. No Xbox Series X, a experiência roda em resolução baixa com upscaling via AMD FSR, limitando a qualidade visual.
Problemas técnicos com frequência
A taxa de quadros não permanece estável e aparecem serrilhamentos e cintilações, mesmo em trechos mais simples. No PC, usuários da Steam relatam travamentos e engasos frequentes, atrapalhando a fluidez do gameplay.
Desenho de fases e falhas de conteúdo
Vários estágios exploram ideias criativas, com referências a títulos de Nintendo 64 e 8 bits, além de inimigos que exigem ações inusitadas. Contudo, problemas de desenho de fases geram travamentos e a necessidade de recorrer a guias de YouTube para contornar bugs.
Conteúdo de missões e tempo de jogo
Algumas missões parecem pouco elaboradas, reduzidas a cliques simples. A impressão é de que o desenvolvimento não foi concluído no tempo previsto, o que se reflete na narrativa e na entrega de conteúdo.
Resumo da experiência
A combinação de roteiro fraco, humor repetitivo e falhas técnicas prejudica a experiência. A campanha principal leva em torno de 10 a 12 horas, com maior impacto negativo em trechos de humor e nos bugs.
Plataformas e preço
High on Life 2 está disponível para PC, Xbox e PlayStation. Os valores variam entre R$ 162 e R$ 339,90. O título também é oferecido gratuitamente para assinantes do Game Pass.
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