O desfile da Dior para o outono-inverno 2026 aconteceu pela manhã no Jardin des Tuileries, em Paris. Jonathan Anderson apresentou sua terceira coleção feminina à frente da maison, destacando uma leitura personalíssima do legado Dior e uma leitura do local que privilegia o beyond fashion.
Antes da passarela, o estilista explicou a escolha do parque parisiense e a relação estreita que mantém com a cidade, onde o olhar de visitante ajuda a editar o que se vê. A apresentação reforçou o conceito de uma Dior renovada, ainda conectada ao passado, mas com foco no futuro.
A Cenografia se ancora em um parque dentro de outro parque: passarelas erguidas ao redor da fonte dos Jardins des Tuileries, criadas pelo Bureau Betak. O cenário dialoga com a história do espaço, que desde 1667 é associado a códigos de vestimenta e à ideia de observar e ser observado.
O brilho botânico da coleção
A linha é de inverno, mas transborda cores e flores que remetem à primavera. Em continuidade à estreia de Anderson na alta-costura, os vestidos ganham camadas translúcidas semelhantes a pétalas, com efeitos de mil-folhas que reforçam a delicadeza sem perder modernidade.
As peças fogem do aplique literal do legado Dior, propondo uma leitura mais jovem. A Bar Jacket volta com versão atualizada: blazers acinturados, abas amplas, sobrepondo babados em camadas, gerando saias volumosas e detalhes que se estendem para além do joelho.
Casacos alongados aparecem com abas cortadas no viés, ganhando movimento e um toque de verde militar. A combinação com calças, incluindo modelos jeans bordados com contas, projeta uma visão contemporânea de elegância estrutural para a maison.
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