O Agente Secreto concorre em quatro categorias do Oscar 2026, que acontece neste domingo em Los Angeles. O filme, ambientado no Recife dos anos 1970, ganha destaque pela linguagem local, gírias e referências culturais de Pernambuco.
A produção é a representante do Brasil na premiação e tem sido tema de debates nas redes sociais pela tradução de termos profundamente regionalizados. Direção de Kleber Mendonça Filho e elenco estrelado estão entre os pontos de atenção do evento.
A obra traz curiosidades linguísticas usadas na narrativa, que ajudam a compreender o contexto sociopolítico da época. Dialogues refletem o humor, a resistência e as tensões de um Brasil sob censura.
Curiosidades linguísticas
Entre as expressões, o filme aborda a lenda urbana da perna cabeluda, associando o folclore ao horror político. A narrativa mistura elementos cômicos e surreais para explorar traumas da ditadura militar.
Outras expressões ganham destaque: o termo *pirraça* descreve o clima de inconformismo; a gíria nordestina *raparigou* remete a comportamentos cafajestes; e *dor de corno* aparece na trilha sonora de uma cena de rádio.
A diretoria de tradução revelou que algumas palavras não possuem equivalente direto em outras línguas. Termos como *macumba*, *coxinha* e a forma de tratamento Dona Sebastiana foram preservados para manter a intenção da cena.
Marcelo, personagem vivido por Wagner Moura, usa uma camiseta amarela da Pitombeira, detalhe que ganhou visibilidade entre fãs e elevou as vendas da peça como item de divulgação não oficial do filme.
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