O humorista Fábio Porchat, aos 42 anos, em entrevista ao programa Na Palma da Mari Verão, sinalizou preocupação com os efeitos do uso frequente de celular na cognição e na criatividade. Ele relatou sentir o cérebro em desequilíbrio por ficar no piloto automático.
Segundo Porchat, a facilidade de distração tem atrapalhado a concentração, especialmente na leitura. Ele descreveu o fenômeno como brain rot, o que pode levar à sensação de apodrecimento do cérebro pela dependência das redes.
O comediante compara o uso do smartphone a uma dependência química, com liberação de dopamina e um ciclo de recompensa que dificulta o controle do tempo dedicado ao aparelho. Ele adotou um desengajamento gradual das redes.
Inspirado por especialistas, incluindo uma neurocientista ouvida em podcast, Porchat busca limites para o uso do celular. Entre as estratégias, evitar que o aparelho seja a primeira e a última coisa do dia.
Apesar de não se considerar usuário intenso de todas as plataformas, ele reconhece que o Instagram o faz consumir conteúdos aleatórios de forma excessiva, chegando a conteúdos de times de futebol de anos atrás.
Desintoxicação digital
Porchat tem trabalhado para deixar o celular afastado em momentos-chave do dia e reforçar hábitos que priorizem leitura e foco. A prática visa reduzir o tempo gasto em redes e favorecer atividades cognitivas.
Episódio e divulgação
O novo episódio do Na Palma da Mari Verão com Fábio Porchat vai ao ar nesta quinta-feira (26), às 20h, no YouTube da CNN Pop. A entrevista aborda experiências de desintoxicação digital e impactos no dia a dia.
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