Sophia Costa, publicitária de 31 anos, abriu mão de um emprego remunerado em dólar que previa viagens ao redor do mundo com tudo pago. A decisão ocorreu após quase dois anos trabalhando para uma empresa de turismo, com endereço fixo em São Paulo desde 2024. O contrato incluía hotéis all inclusive, traslado com motorista e agenda de voos.
Durante o período, a rotina da profissional era marcada por alta demanda. Em média, 20 dias por mês eram dedicados a viagens, com apenas 10 dias de folga. Entre os destinos, constavam Paris e Madrid, sempre em regime de trabalho intensivo, sem tempo livre para questões pessoais.
Ao retornar ao Brasil, Sophia relatou sentir exaustão e falta de flexibilidade. A pressão de gravar, editar e publicar conteúdos dos destinos consumia grande parte do dia, mesmo nos momentos de descanso, com sono reduzido a poucas horas.
Após um ano nesse ritmo, a publicitária começou a avaliar o futuro da carreira. O custo humano da rotina foi considerado maior que os atrativos financeiros, levando à decisão de pedir demissão há alguns meses. A experiência, porém, não foi descartada para o futuro.
Desde a saída, Sophia passou a monetizar principalmente conteúdo produzido para redes sociais. Ela enfatiza que viajar continua parte de seu DNA, mas o modelo de trabalho mudou. Hoje busca posições estáveis que não exijam viagens constantes.
A história ganhou repercussão nas redes sociais, gerando debates sobre o que é visto como o “emprego dos sonhos”. Com números expressivos de engajamento, a reação mostrou que muitos questionam a ideia de glamour associada a trabalhar viajando.
Especialistas apontam que a flexibilidade no trabalho é um fator decisivo para jovens profissionais. Em pesquisa global citada por veículos, 9 em cada 10 jovens valorizam esse aspecto mais que o salário. Sophia concorda, destacando a importância de tempo para a vida pessoal.
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