A Canyon, instituição dedicada a vídeos, áudio, performances e outras formas de arte em movimento, abrirá neste outono na 200 Broome Street, Lower East Side, em Nova York. O espaço ocupará 40 mil pés quadrados de escritórios comerciais reformados e foi fundado por Robert Rosenkranz.
A proposta é ampliar o alcance de obras de arte baseadas em tecnologia, acompanhando a evolução de rótulos como filme experimental, videoarte, new media e arte digital. Artistas e curadores ressaltam a constante atualização de termos para descrever o que é exposto.
Canyon não terá, por ora, a coleção de Rosenkranz nem aquisição própria. O diretor Joe Thompson, ex-diretor da Mass MoCA, quer trazer ao público a sensação de hospitalidade de uma casa de shows, com prazos de curadoria mais ágeis.
A gestão pretende operar num ciclo de 18 a 24 meses, mantendo flexibilidade. Thompson destaca que museus de Nova York costumam levar anos para viabilizar mostras com mídias de grande espaço físico.
#### Conservação e conhecimento técnico
A executiva Cass Fino-Radin, vice-presidente de arte e tecnologia de Canyon, lidera a criação do Canyon Media Arts Conservation Center. O objetivo é apoiar conhecimento, processos de instalação e documentação em décadas, não temporadas.
A prioridade é estruturar recursos para laboratórios independentes, com foco em padrões de conservação, formatos digitais e sistemas de exibição. O objetivo é fortalecer a troca de informações entre museus e colecionadores.
#### Cenário de aquisição e exemplos internacionais
Em 2025, a doação de mais de 200 obras em movimento de Bill Viola ao George Eastman Museum em Rochester destacou a necessidade de preservação digital com backups em tape. O museu usa o formato Linear Tape-Open para registrar metadados e evitar vírus.
O Mac Lyon recebeu em 2025 o legado de Isabelle e Jean-Conrad Lemaître, somando 170 peças de videoarte. A diretora de coleções, Matthieu Lelièvre, afirma que o conjunto é um dos mais ricos do país e exige planejamento técnico para conservação.
A bexiga tecnológica do setor envolve debates sobre privacidade, formatos e consentimentos de artistas. A prática de digitalização já virou padrão, com artistas vendendo obras em múltiplos formatos ao longo das décadas.
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