A passarela da Rio Fashion Week recebeu um olhar que foge do turismo tradicional. Angela Brito apresentou a coleção Entropia, trazendo o Rio de Janeiro como matéria-prima, em vez do formato de cartão-postal. O desfile mostrou um caos organizado, com vibração urbana.
A cartela mistura tons de cinza, marrom e azul, com toques de roxo, amarelo-manteiga e verde, lembrando vegetação que nasce no concreto. As formas enfatizam camadas reveladas por recortes estratégicos, deixando a pele surgir de forma sutil.
A presença de elementos manuais é destacada, com uso de madeira reaproveitada, couro trançado, sementes, crochê em palha tingida e arames. Tudo dialoga com a ideia de cidade em construção, em constante reinvenção.
Sobre o desfile
A diretora criativa descreveu o olhar para o Rio como uma entrega a outra sensorialidade. Na passarela, as roupas não expliquam o Rio; elas o permitem acontecer, com alfaiataria moderna e um minimalismo leve que predomina na apresentação.
Thainá Duarte abriu espaço na sequência com peças que exibem o corpo de forma urbana, sem exageros. O conjunto destaca a linha de costuras e o acabamento, sem perder a tensão entre o corpo e o ambiente urbano.
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