A Fundição Progresso, espaço cultural no centro do Rio, expandiu seu papel para além da música ao incorporar gestão de resíduos e soluções urbanas. O prédio centenário da Lapa serve como laboratório a céu aberto para iniciativas de sustentabilidade.
Entre as ações, destaca-se o jardim de chuva criado em 2019, na calçada do espaço. A área absorve água das tempestades, infiltrando cerca de 200 mil litros por ano e reduzindo pontos de alagamento na região.
Soluções para o espaço e a cidade
Dentro da casa, o desafio é o manejo do lixo gerado por shows e eventos. Em 2025, cerca de 12 toneladas de resíduos foram reaproveitadas, incluindo latinhas, garrafas PET, papelão e plásticos, devolvidos à cadeia produtiva.
Ao longo do ano, aproximadamente 1 milhão de pessoas passam pela Fundição em shows, cursos ou eventos. Em 2025, 38 toneladas de alimentos foram arrecadadas e distribuídas a instituições, por meio de ingressos com desconto para quem doa.
Fundição Verde e impactos
O programa Fundição Verde integra cultura, operação e responsabilidade ambiental, com economia circular e soluções baseadas na natureza. A diretora Cristina Nogueira ressalta que o programa coloca materiais de volta ao ciclo produtivo e gera resultados mensuráveis.
Segundo a gestão, a fundação busca unir programação artística a impacto socioambiental, mantendo a atuação alinhada com práticas de sustentabilidade da cidade.
Orientação e governança
A Fundição também atua na gestão de convivência, com um guia interno que orienta público e equipe sobre assédio, racismo e outras violências, seguindo uma política de tolerância zero. A medida acompanha debates recentes sobre cultura e direitos.
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