O cinebiográfico Michael, dirigido por Antoine Fuqua, chega como obra que celebra o impacto de Michael Jackson sem aprofundar as polêmicas que marcaram sua vida. O filme foca no astro, na música e na trajetória pública, mantendo um tom de homenagem.
A obra traz Jaafar Jackson no papel de Michael, em uma produção que envolve familiares próximos, criando a impressão de um filme em clima de celebração. Keilyn Durrel Jones atua como o segurança Bill Bray, que acompanha o artista ao longo do dia e revela suas angústias.
A produção foi lançada em meio a debates sobre a veracidade dos acontecimentos e a seleção de temas. A equipe evita tratar de acusações antigas, priorizando a admirável dimensão musical de Jackson e a transmissão de seu legado artístico.
A narrativa recorta fases-chave da carreira, com especial destaque para o período de Thriller, 1982, e o impacto de videoclipes como Beat It e Thriller. A filmografia de Jackson é retratada como parte central da sua ascensão ao Olimpo da música.
Entretanto, o filme não aborda de forma aprofundada o histórico de vida pessoal do artista, incluindo controvérsias e denúncias que surgiram ao longo dos anos. A ausência de certos episódios é apresentada como escolha narrativa.
Entre os acertos está a preservação das faixas originais, que reforçam a qualidade da trilha sonora e o papel decisivo da música para o sucesso de Jackson. O longa funciona como recorte parcial da trajetória do artista.
No conjunto, Michael emerge como uma homenagem familiar ao astro, mantendo o foco na sua dimensão humana e musical. O filme expõe por que o cantor se tornou uma referência cultural, sem explorar integralmente os aspectos mais controversos de sua vida.
Entre na conversa da comunidade