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Museu do Holocausto reage após jovem chamar Diário de Anne Frank de “vitimista”

Comentário feito por frequentadora da Bienal do Livro de São Paulo gerou críticas nas redes sociais

Uma monategem com a casa onde Anne Frank ficou escondida e uma imagem da menina de 13 anos.
A esqueda, a casa onde Anne Frank, aos 13 anos, se escondeu com a família durante a perseguição nazista na Europa (Reprodução/United States Holocaust Memorial Museu)

O Museu do Holocausto e a Federação Israelita se manifestaram nas redes sociais após a repercussão de um vídeo gravado durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, em que uma frequentadora chamou O Diário de Anne Frank de “vitimista”.

A declaração viralizou depois que a jovem foi abordada por uma criadora de conteúdo no TikTok e questionada sobre o melhor e o pior livro que havia lido no evento. Ao citar a obra de Anne Frank como o pior livro, ela justificou a escolha com o termo “vitimista”.

A fala gerou críticas de leitores, historiadores e criadores de conteúdo, que apontaram falta de conhecimento sobre o contexto histórico da obra e ausência de empatia diante de um relato produzido durante o Holocausto.

Nas redes sociais, o Museu do Holocausto e a Federação Israelita lembraram que o diário é o registro de uma jovem judia perseguida pelos nazistas. As instituições afirmaram ainda que “narrar o sofrimento não significa fazer dele uma identidade”.

 

Quem foi Anne Frank?

Anne Frank tinha 13 anos quando passou a viver escondida com a família durante a ocupação nazista em Amsterdã, na Holanda.

O diário foi escrito entre 12 de junho de 1942 e 1º de agosto de 1944, período em que Anne permaneceu no esconderijo. Poucos dias depois, o local foi descoberto pela polícia nazista após uma denúncia anônima.

A obra se tornou um dos documentos históricos mais conhecidos sobre o Holocausto e um símbolo contra a intolerância no mundo. A repercussão do caso reacendeu o debate sobre a importância da educação histórica e da preservação da memória de vítimas do nazismo.

 

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