O BBB segue sendo referência de audiência e debate no Brasil. Nesta edição, a 26ª do programa, universidades analisam o reality em teses e dissertações de mestrado e doutorado. Ao todo, 15 trabalhos publicados a partir de 2020 foram mapeados na BDТD.
O foco dos estudos é amplo: relações entre o reality e a sociedade, com ênfase em ciências humanas, comunicação e sociologia. Os temas vão desde raça e gênero até publicidade, redes sociais e cultura do cancelamento.
As pesquisas consideram apenas trabalhos cadastrados na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD) e com título contendo BBB ou Big Brother Brasil. Não incluem artigos de periódicos nem TCC de graduação.
Racismo, gênero e redes sociais
Costa analisa representações de pessoas bissexuais em edições entre 2011 e 2025, com destaque para BBB 14, 21 e 23. Cerqueira estuda a segunda tela nas redes, especialmente o X, em conjunto com a cobertura jornalística.
Giunti investiga a cultura do cancelamento, mirando casos de Bianca Andrade e Petrix no BBB 20 e Karol Conká e Nego Di no BBB 21. Almeida discute influenciadores digitais a partir do BBB 20 e o papel de Boca Rosa.
Conceição analisa a representação racial na edição 21 do BBB, enquanto Nascimento e Castro discutem o marco racial no BBB 23 e o papel das redes sociais na recepção pública.
Publicidade, moda e influenciadores
Tafner examina sociologia da moda e a relação entre participantes e redes de fast-fashion. Gatto analisa a pauta publicitária em torno de Karol Conká durante o BBB 21 e impactos na comunicação de saúde.
Almeida estuda fluxos de comunicação envolvendo Bianca Andrade no BBB 20, com foco no Instagram da influenciadora e de sua marca, em diálogo com a TV.
Bernardes analisa a subjetivação de gênero nas postagens de marketing da C&A envolvendo BBB 21, com etnografia mediada por mídias digitais.
Cancelamento, moralidade e identidade
Castro investiga o “cancelamento” de Karol Conká no BBB 21 a partir de perspectivas de fãs, incluindo análises de emoções associadas ao fenômeno.
Nascimento discute o pacto da branquitude a partir de comentários no Instagram do BBB 23, investigando discursos raciais e identidades.
Tabasnik analisa enquadramentos entre BBB 21 e Twitter, com foco em frames e performances nas plataformas sociais.
Globo, direitos e segunda tela
Lima discute a responsabilidade da Globo diante de violações de direitos humanos em reality shows. A pesquisa questiona qual é a obrigação jurídica da emissora.
Habckost observa a atuação do Twitter como segunda tela no BBB 20, revelando como fãs articulam pautas sociais além do programa.
Gatto reforça que a publicidade pode se tornar uma lente para entender a comunicação durante a pandemia, com estudo sobre Karol Conká e o BBB 21.
Observações finais sobre o material
Os trabalhos publicados entre 2020 e 2025 mostram um campo acadêmico em expansão, com ênfase em cidadania, mídia e identidades. A BDТD concentra as teses que integram esse debate com o BBB.
A reportagem não inclui artigos de periódicos nem TCCs de graduação, mantendo o foco em dissertações e teses de pós-graduação. As leituras completas dos estudos estão disponíveis nos respectivos repositórios das universidades.
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