Em 27 de janeiro de 1984, Michael Jackson vivenciou um grave acidente durante a gravação de um comercial da Pepsi. O ocorrido aconteceu no Shrine Auditorium, em Los Angeles, durante a filmagem com plateia presente. Um erro nos efeitos pirotécnicos provocou um incêndio que atingiu o artista.
O fogo atingiu o couro cabeludo de Jackson, que havia recebido tratamento capilar com produtos inflamáveis para manter o visual de então. A queimação abriu caminho para lesões de segundo e terceiro graus, com danos que deixaram uma cicatriz permanente.
Mesmo sem perceber, Jackson continuou a dançar por alguns segundos antes de perceber o que ocorria. A equipe, irmãos e seguranças agiram rapidamente para conter as chamas e prestar socorro.
As lesões resultaram em queda visível de cabelo na área atingida e em marcas permanentes, levando o cantor a usar perucas e apliques pelo restante da carreira. A dor levou ao uso crônico de analgésicos e a reflexos de saúde mental ao longo do tempo.
Além do impacto físico, o episódio é apontado por biógrafos como marco que associou as queimaduras a fases de sofrimento que influenciaram o uso de medicamentos controlados. A morte de Jackson, em 2009, ocorreu por overdose de propofol, em contextos de insônia.
O processo movido por Michael Jackson contra a Pepsi resultou em um acordo de US$ 1,5 milhão. O cantor donou a soma integral ao Centro Médico Brotman, em Culver City, nos EUA. A instituição renomeou a unidade de tratamento de queimados em sua homenagem.
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