O documentário Deixando Neverland, que analisa as acusações de pedofilia contra Michael Jackson, deixou de estar disponível na HBO. O filme, dirigido por Dan Reed, saiu do catálogo após um acordo alegadamente firmado entre Jackson e a emissora nos anos 1990.
Segundo o diretor, o contrato de 1992 previa transmissão de um show em Budapeste e continha uma cláusula de não difamação. O espólio do cantor teria acionado essa cláusula antes do lançamento de Michael, a cinebiografia de 2024, levando à retirada do título da HBO após seis anos no streaming.
Reed sustenta que, apesar da exclusão da HBO, o documentário pode retornar a outras plataformas, já que a licença de exibição da HBO vale até 2029. Ele também aponta a insatisfação com a forma como a sequência de 2025 foi lançada no YouTube.
O diretor criticou a condução da produção Michael e citou que houve descontentamento com a participação de Antoine Fuqua entre os envolvidos. Reed afirmou que o filme envolve interesses financeiros ligados ao espólio e aos retratados, sem que haja clareza sobre o benefício aos acusados ou às vítimas.
Sobre as mudanças de versão apresentadas por Wade Robson e James Safechuck, Reed disse que Robson não conseguiria mais defender o seu ex-protetor, o que motivou alterações na narrativa. Ele contou ainda que recebeu ameaças de fãs, associadas ao que chamou de pressão de apoio ao cantor.
Reed relatou que mantém contato com Robson e Safechuck e planeja um terceiro ato para o projeto, abordando o julgamento esperado após as acusações do documentário. O cineasta ressaltou o impacto pessoal das revelações para as testemunhas envolvidas.
A obra original foi lançada pela HBO em 2019, nove anos após a morte de Jackson, e reacendeu debates sobre as acusações de abuso. A sequência de 2025 está disponível no YouTube, enquanto Michael, a cinebiografia de Jaafar Jackson, continua em cartaz no Brasil.
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