O que acontece: lagartixas são répteis inofensivos que ajudam no controle de insetos em casas e apartamentos, atuando como aliadas naturais do ambiente doméstico. Elas não são insetos e, apesar de repulsa de algumas pessoas, contribuem para reduzir pragas internas.
Quem está envolvido: especialistas, como o biólogo Júlio Cesar de Moura Leite, destacam que as lagartixas entram em residências buscando abrigo e alimento. Elas não transmitem doenças de forma direta e podem proteger plantas contra pragas.
Quando e onde aconteceu: elas são encontradas em todo o mundo, inclusive no Brasil, onde a lagartixa mais comum é a de parede. No Brasil, existem mais de 70 espécies, adaptadas a ambientes urbanos.
Por que é relevante: as lagartixas se movem com facilidade em superfícies lisas, graças às lamelas em seus dedos, e costumam ficar escondidas em frestas, tetos e forros, mantendo-se fora da visão da maior parte do tempo.
Aspectos biológicos e comportamento
Diferentemente de muitos insetos, essas lagartixas não representam risco direto de doenças para humanos, mas podem carregar microrganismos na pele ou fezes. Algumas espécies já foram associadas à Salmonella, como em qualquer contato com fezes.
Elas costumam ter hábitos noturnos, com visão adaptada ao escuro, o que explica por que são vistas com menor frequência. Em média, permanecem escondidas durante o dia, surgindo nos horários de maior atividade noturna.
Como há várias espécies, cada uma pode apresentar variações de cor e tamanho, dependendo do ambiente em que vive. A lagartixa doméstica-tropical é a mais comum em espaços urbanos brasileiros.
Incidente em Formosa
Em 2023, um caso chamou a atenção: um menino de 11 anos foi hospitalizado três vezes em Formosa, próximo ao Distrito Federal, após consumir lagartixas servidas pela madrasta. As autoridades não detalharam os desvios de conduta, apenas registraram o episódio.
A ocorrência gerou alerta sobre riscos alimentares e de saúde pública, sobretudo para crianças. Médicos destacaram a importância de não ingerir animais silvestres e de buscar orientação médica em casos de ingestão acidental.
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