Fabrício Marta, ex-chefe de produção da Rede Globo, publicou forte acusação contra William Bonner após pedir demissão da emissora. O episódio envolve uma suposta situação de misoginia nos bastidores do jornalismo da casa, considerada pelos envolvidos como grave. Marta afirma que Bonner teria reagido de maneira inadequada em reunião de JN, envolvendo uma funcionária de afiliada.
Segundo o ex-profissional, o episódio ocorreu durante uma reunião em que Bonner questionava a participação de uma repórter mulher na pauta de uma afiliada no Norte. A narrativa, compartilhada nas redes sociais, descreve a tensão vivida na redação e aponta um comportamento que ele classifica como machista e inadequado para o ambiente de trabalho.
Marta também citou a então editora-chefe Cristiana Sousa Cruz, shega da equipe do Jornal Nacional, insinuando alinhamentos internos e uma condução que, na visão dele, reforçaria um ambiente delicado para mulheres. O relato permanece sob análise de quem acompanha a carreira de Bonner e da emissora, que não se pronunciaram oficialmente sobre o caso até o momento.
Alegações e desdobramentos
O ex-produtor afirmou ainda que Bonner reclamava de visitas ao cenário do JN, o que, segundo ele, reforçaria um padrão de controle sobre a audiência e as rotinas de bastidores. A afirmação consta como parte do conjunto de acusações retidas por Marta, que também aponta eventual influência de mudanças organizacionais na liderança de equipes.
A Globo não divulgou posicionamento público sobre as acusações até o fechamento deste texto. Já Bonner, afastado da bancada desde o início deste ano após duas décadas na emissora, não comentou publicamente a respeito. As informações são baseadas em publicações feitas por Marta em suas redes sociais e em matérias de veículos de referência que acompanharam o caso.
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