Leandra Leal retorna ao horário das sete após dez anos longe das novelas, em Coração Acelerado, vivendo Zilá, uma vilã que mistura maldade e humor. A atriz também estreou recentemente a série Emergência Radioativa, na Netflix.
A personagem Zilá nasce da inveja da irmã e do ressentimento, segundo a própria atriz. Ela acrescenta que a graça está justamente nas falhas ressaltadas pelo exagero. O enredo combina humor, música e momentos marcantes.
Além da novela, Leandra atua como Esther em Emergência Radioativa, série que aborda danos de um acidente com Césio-137 e o papel da ciência brasileira. A produção explora o descaso com populações periféricas e é dirigida por Fernando Coimbra.
Em paralelo, a artista dirigiu o documentário Nada a Fazer, estrelando a mãe, Ângela Leal. O projeto nasceu durante a pandemia, quando a família se viu sem apoio governamental e aproveitou para transformar dor em arte.
Com Júlia, 11 anos, e Damião, quase 2, Leandra reconhece a dificuldade de equilibrar carreira, autocuidado e vida familiar. Ela descreve o desafio como manter “pratinhos no ar” e sentir que sempre falta algo.
A maternidade mudou a relação de Leandra com o tempo e trouxe presença. A atriz afirma ter aprendido a amar incondicionalmente e a lidar com o ritmo natural da vida, sem pressa excessiva.
Sobre padrões de beleza, a intérprete afirma que a pressão estética é ferramenta de controle. A pandemia a fez valorizar estar viva e agradecer pelo corpo, enquanto envelhecer trouxe serenidade e amor próprio.
Ela aponta que envelhecer é uma dádiva e que a vida, a saúde e o corpo constituem um conjunto de gratidão. O tempo passa a ser valor maior ao compartilhar afeto com a família e com o trabalho.
Para recarregar energias, Leandra cita rituais simples: agradecer diariamente, pela manhã e à noite, e praticar meditação sempre que possível. Essas atividades ajudam a manter o equilíbrio em dias corridos.
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