A Universal Music Group (UMG) anunciou que vai vender metade de sua participação de 3,16% no Spotify, avaliada em US$ 2,9 bilhões. A operação visa remunerar acionistas por meio de um programa de recompra de até € 1 bilhão, em resposta à pressão do investidor Bill Ackman e à desvalorização das ações.
A medida ocorre após Ackman ter apresentado uma proposta de aquisição da empresa, em meio a quedas acumuladas de 22,5% no valor de mercado em 12 meses. A transação também busca equilibrar disciplina de capital com as necessidades de liquidez da gravadora.
Segundo a UMG, parte dos recursos da venda será compartilhada com artistas, conforme a cláusula conhecida por envolver Taylor Swift, instituída em 2018. A decisão não altera o objetivo de fortalecer o balanço da companhia.
No primeiro trimestre, a UMG registrou receita de € 2,9 bilhões, pouco acima ou abaixo das estimativas conforme a fonte, e um Ebitda ajustado de € 636 milhões. Os números refletem a volatilidade cambial que afetou o setor.
Ackman considera a gestão da UMG sólida, mas aponta fatores como o atraso na listagem nos EUA e a subutilização do balanço como razões para a desvalorização das ações. A proposta de 2021 da Pershing Square voltou a entrar em pauta com a nova venda.
Contexto financeiro e próximos passos
A venda da fatia do Spotify pode fechar ainda neste trimestre, dependendo da receptividade entre acionistas. Caso a operação se concretize, a recompra de ações pode ultrapassar € 1 bilhão, com parte destinada aos artistas conforme cláusula existente.
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