Tizuka Yamasaki, cineasta nipo-brasileira, completou 77 anos em 12 de maio de 2026. Diretora, produtora, roteirista e pesquisadora, construiu uma carreira que vai do cinema autoral a grandes sucessos de televisão, sempre valorizando identidade brasileira.
Nascida em Porto Alegre, em 1949, ela cresceu em ambiente de imigração japonesa, passou a infância em Atibaia e depois percorreu Brasília e Rio de Janeiro, onde estudou cinema na UFF. Durante a universidade, realizou curtas e colaborou com nomes do Cinema Novo.
Durante os anos 1970, fundou a CPC — Centro de Produção e Comunicação, abrindo caminho para projetos próprios e parcerias com Hugo Carvana, Neville D’Almeida e Glauber Rocha. A produtora ajudou a consolidar sua independência na indústria.
Trajetória no cinema e televisão
A grande virada ocorreu em 1980 com Gaijin – Caminhos da Liberdade, seu primeiro longa como diretora. O filme aborda a imigração japonesa e recebeu prêmios em Gramado, além de sessões em Cannes e Berlim.
Nos anos seguintes, temas de identidade, memória e transformações sociais marcaram seus filmes, como Parahyba Mulher Macho (1983) e Patriamada (1984). O período também foi de atuação na televisão, com novelas na extinta Rede Manchete.
Ao longo da década de 1990, alcançou sucesso comercial com Lua de Cristal (1990) e O Noviço Rebelde (1997), elevando a presença de seu trabalho entre cinema autoral e produções de grande público.
Reconhecimento e continuidade
Em 2005, lançou Gaijin – Ama-me como Sou, continuação de Gaijin, e dirigiu Encantados. O projeto de 2008-2009 chegou ao público apenas em 2017, abordando elementos da cultura amazônica.
Entre as homenagens, recebeu a Ordem do Mérito Cultural em 2000, pelo Ministério da Cultura, reconhecendo a contribuição à cena artística brasileira. A trajetória de Yamasaki permanece marcada pelo diálogo entre identidade e tela.
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