Demi Moore, aos 63 anos, afirmou que a indústria cinematográfica deve buscar formas de trabalhar com a inteligência artificial e se proteger, em vez de tentar o combate a uma batalha considerada perdida. A declaração ocorreu antes da cerimônia de abertura do Festival de Cannes nesta terça-feira, 12 de maio.
A atriz integra o júri de nove membros que escolherá a Palma de Ouro, prêmio máximo do festival, cuja entrega está marcada para 23 de maio. Moore já havia sido indicada ao Oscar pelo filme de terror corporal A Substância, após sua estreia em Cannes em 2024.
O Cannes 2026 segue discutindo o papel da IA na produção audiovisual, mesmo com a proibição de IA generativa na competição. O tema circula entre debates sobre ética, direitos de autor e proteção de profissionais da indústria.
Primeiro presidente de júri coreano
Park Chan-wook, pela primeira vez, preside o júri em Cannes. O cineasta destacou que a Coreia do Sul passou a ocupar posição central na indústria, ampliando o alcance global do cinema. Ele ressaltou que o centro da indústria se expande além de qualquer país.
O presidente do júri ressaltou que a função não é classificar de forma hierárquica, mas incentivar o público a conhecer os filmes em competição. Park também afirmou que não adotará posição tendenciosa em relação à produção coreana, nem favorecerá obras específicas.
Park Chan-wook ainda enfatizou o valor da curadoria coletiva do júri como ferramenta para promover o diálogo entre diferentes propostas cinematográficas presentes em Cannes. O festival permanece como espaço de debate sobre o que é considerado cinema.
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