Nos desfiles da Riviera, o colo deixou de ser apenas pele à mostra para assumir o papel de cenário central. Em Cannes, lenços, plumas, estruturas rígidas e golas arquitetônicas transformam o busto em elemento de impacto visual, com postura dramática.
A origem dessa leitura aparece no Met Gala, onde Hailey Bieber e Chase Sui Wonders já exploraram pescoços como assinatura de styling. No festival francês, a ideia amadurece, ganhando teatrais volumes e acessórios que viram o decote.
Demi Moore, em Gucci, aposta numa gola escultórica que envolve o colo com uma linguagem quase artística. Diane Kruger, de Givenchy, experimenta o lenço como parte da moldura do pescoço. Sandra Hüller utiliza Chanel para criar uma moldura com plumas.
Hande Erçel reforça a tendência arquitetônica com um modelito da Sophie Couture, que eleva o busto sem transparências excessivas. A leitura é de que Cannes restringiu nudez, deslocando o foco para o volume e para o pescoço, como novo eixo de sedução.
Protagonismo elevado do pescoço
O conjunto de looks aponta para uma mudança no código de vestimenta do festival, com o decote assumindo função cenográfica. O recurso varia entre gravatas, tiras ou faixa de tecido que envolve o pescoço, propondo acabamento distinto.
A avaliação dos especialistas é de que a passerelle francesa busca equilíbrio entre elegância e impacto visual. A participação de grandes grifes reforça a leitura de moda como arte vestível, em linha com tendências recentes de alta-costura.
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