O enólogo Ernesto Nesti Bajda conduziu em São Paulo uma degustação com nove vinhos da Catena Zapata, buscando entender o potencial de envelhecimento de brancos e tintos argentinos. A ideia é comparar com os grandes vinhos de Bordeaux, reconhecidos pela longevidade.
Os rótulos mais antigos avaliados foram Malbec 1994 e Chardonnay 1999, da linha Catena. Na taça, o tinto mostrou sinais de passagem do tempo, enquanto o branco já exibiu evolução sem manter o brilho de juventude.
Os melhores da prova foram White Bones 2017, um Chardonnay de Adrianna, em Gualtallary, e Nicolas Catena 2021, Cabernet Sauvignon de Agrelo. Eles indicam maior aprendizado na elaboração e mais claro terroir.
A Catena Zapata trabalha com alta altitude e solo calcário para Chardonnay e Malbec, especialmente no vinhedo Adrianna, entre 1.400 e 1.500 metros. O Cabernet Sauvignon parece se expressing melhor em Agrelo.
As safras mais frias tendem a favorecer envelhecimento, segundo a degustação, com vinhos de amadurecimento mais lento. Foi observada melhor performance em safras frias entre os vinhos avaliados.
Surpreenderam as safras do início dos anos 2000: Malbec Argentino 2024 e Nicolas Catena Zapata 2005. Ambos apresentaram aromas terciários e taninos estruturados, sugerindo evolução contínua na garrafa.
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