A Sessão de Terapia volta à tela, com a sexta temporada em lançamento no Globoplay. Selton Mello conduz Caio Barone em sessões semanais, com quatro novos pacientes cujos dilemas dialogam com temas atuais, como hiperconectividade, luto, maternidade e juventude.
A nova leva de casos chega após a mudança de casa da série, que migrou do GNT para o streaming. Cada episódio tem cerca de 25 minutos e mantém a fórmula de uma sessão por paciente, com Caio como âncora da narrativa.
A produção ressalta o formato enxuto: apenas dois atores em cena no estúdio, o que exige foco na atuação e na construção emocional. No último episódio da temporada, Caio supervisiona com a terapeuta Rosa, interpretada por Grace Passô.
Novo ciclo de pacientes
Caio volta a estudar seu papel e busca manter o cuidado consigo, ao mesmo tempo em que orienta uma nova profissional, Érica, interpretada por Olivia Torres. A trama acompanha conflitos sobre desejo de maternidade e o peso das decisões pessoais.
Érica apresenta questões ligadas à maternidade aos 35 anos, enquanto debatem caminhos entre carreira e vida pessoal. A atriz Olivia Torres destaca a importância do tema para o debate social contemporâneo.
Alice Carvalho estreia na série com Morena, que lida com o luto ativo ao cuidar do pai adoecido por Alzheimer. A atuação busca trazer vulnerabilidade, segundo a atriz, em um retrato próximo da realidade familiar.
Morena também abre espaço para refletir sobre envelhecimento e finitude. A personagem dialoga com o tema da saúde dos idosos sem recorrer a estereótipos, mantendo o foco no essencial.
Envelhecimento e repercussões
Paulo Gorgulho vive Ulisses, empresário de 67 anos que teme a velhice e questiona sua relação com a juventude. O enredo aborda harmonização facial e a pressão de manter a imagem, sem glorificar excessos.
Ulisses retorna às sessões após seis anos, movido pela vontade de buscar equilíbrio diante de procedimentos estéticos. A história situa o debate entre aparência, autoestima e bem-estar.
Bela Camero dá vida a Ingrid, jovem do mercado financeiro, obcecada por sucesso e reconhecimento. A personagem reflete o que está por trás da hiperconectividade e da busca por validação pública.
Ingrid encena a pressão de ter o ápice profissional nos primeiros anos, revelando inseguranças que atingem a vida pessoal. A atriz comenta a identificação com a geração que vive conectada o tempo todo.
A série mantém o foco em temas reais, explorando a complexidade de cada caso sem recorrer a simplificações. A proposta continua sendo aproximar o público da prática terapêutica com linguagem direta.
A produção reforça que a obra pretende normalizar a terapia como espaço de análise, sem estigmas. O elenco enfatiza o tom humano e a responsabilidade de tratar questões sensíveis com respeito.
Os novos episódios chegaram ao Globoplay na sexta-feira, acompanhando a continuidade da jornada de Caio e seus pacientes. A sexta temporada promete manter o equilíbrio entre drama cotidiano e reflexão social.
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