O último episódio do Late Show with Stephen Colbert aconteceu na noite de quinta-feira, no Ed Sullivan Theater, em Nova York. O programa encerrou de forma inusitada, resumida por Colbert como uma canção de adeus, embora sem anunciar novos projetos.
A despedida reuniu nomes de peso, entre eles Paul McCartney, Bruce Springsteen e comediantes convidados. A noite teve tom de velório bizarro, descrito pelo apresentador como uma “cancelebração” da instituição televisiva.
A CBS anunciou o fim do Late Show há cerca de um ano, alegando razões financeiras. O encerramento coincidiu com a venda da Paramount à Skydance, operação que exigiu aprovação de uma gestão mais cética em relação à comédia de Colbert.
O episódio alternou entre humor e reflexão, com Colbert descrevendo a equipe como uma “máquina da alegria” e falando da necessidade de manter a produção com leveza, mesmo diante da perda.
Além de McCartney, o programa contou com participações de outros convidados e amigos de Colbert, incluindo Jon Stewart, John Oliver, Seth Meyers, Jimmy Fallon e Jimmy Kimmel, em sequência de homenagens.
Ao longo da transmissão, o tom transitou para o surreal, incluindo uma encenação com flashes de luz e referências a um vórtice espaço-temporal, interpretado por Neil deGrasse Tyson como metáfora do cancelamento.
O episódio final manteve o estilo grafado entre humor e filosofia, lembrando episódios finais de outras séries. Colbert encerrou com uma nota de esperança, sugerindo que há novos começos além do adeus.
O que resta para a televisão de grande formato diante de cortes e mudanças de gestão permanece incerto. O apresentador fez da ocasião uma celebração ambígua da cultura de massas, marcando o fim de uma era e abrindo espaço para reflexões sobre o futuro do entretenimento.
Entre na conversa da comunidade