Chico César lança Fofo, disco com composições da juventude que integramam sua trajetória desde a banda Jaguaribe Carne. O trabalho, lançado neste mês, resgata canções de começo de carreira em formato de voz e violão, com novas leituras.
O álbum se ancora em lembranças da época em que o paraibano deixou Catolé do Rocha para a capital. Em 1985, mudou-se para São Paulo; antes, aos 16, já vivenciava a mistura de influências que moldaram seu estilo.
Entre os caminhos da carreira, o cantor explica que Fofo traz esse material de juventude com pequenos acréscimos, mantendo a formação de voz e violão que marcou o primeiro disco Aos vivos. A ideia é mostrar as canções em público.
A motivação para lançar as faixas agora veio após uma turnê de 30 anos de Aos vivos. O período reforçou a afinidade com o formato solo e permitiu revisitar gravações antigas, algumas já conhecidas no meio, outras pouco exploradas.
Origens e influências
As faixas remontam ao período em que Chico César atuava no Jaguaribe Carne, grupo que ampliou seu universo sonoro com referências de vanguarda. O cantor cita influências de Ednardo, Gilberto Gil, Gismonti e de exploradores da música indiana e árabe como parte do aprendizado.
Por que o retorno agora
Segundo o artista, a experiência de tocar em formato mais simples ajudou a preparar o terreno para o ressurgimento dessas composições. Ele destaca que o público pode se reconhecer nessas canções que, no passado, enfrentaram dificuldades de apresentação.
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