Dezenas de áudios de assobio por minuto, milésimos de participantes e regras rígidas: esse é o formato de grupos de WhatsApp que viraram febre nas últimas semanas pelo Brasil. O objetivo é apenas compartilhar assobios, com algumas figurinhas reagindo a cada performance, e quem quebra as regras pode ser expulso.
A reportagem acompanhou dois desses grupos, que já reúnem milhares de pessoas. Ao buscar novos integrantes, muitos estavam com as portas fechadas por lotação, sinal de alta demanda. O conteúdo predominante são assobios que imitam pássaros, músicas ou jingles.
O fenômeno começou como uma brincadeira entre amigos e ganhou escala cada vez maior. Há grupos com centenas de participantes e outros que ultrapassam mil. A popularidade é atribuída ao espírito de meme que domina as redes sociais.
Um dos administradores é Pedro Henrique Ferreira da Silva, de 17 anos, morador de Cerquilho, no interior de São Paulo. Estudante e aprendiz, ele revela que foi indicado pelos amigos para cuidar do grupo, sem pretensão inicial de liderar.
Apesar de a linha de atuação ser firme, o grupo administrado por Pedro permite conversas desde que o foco permaneça nos assobios. O objetivo, segundo ele, é manter a diversão sem perder o respeito entre os participantes.
Entre relatos de participação internacional e histórias inusitadas, a rotina inclui moderação constante para evitar conteúdos inadequados. Em alguns casos, conteúdos como vídeos gráficos já foram banidos para manter o propósito do grupo.
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