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Bailarina usa o corpo como estrutura para enfrentar o peso do cotidiano

Artista explora a pressão do cotidiano via bloco de concreto na coreografia, apresentada no Centro da Terra até 29/5, com ingressos a R$ 96

Adriana Nunes no solo 'Viga de Transição'
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A dançarina Adriana Nunes apresenta o solo Viga de Transição, concebido a partir de uma metáfora da construção civil para discutir o peso do cotidiano. A performance reinventa o corpo como estrutura capaz de suportar tensões diárias, com foco na relação entre pressão e delicadeza.

A obra foi encenada pela primeira vez no Centro da Terra, no fim de semana anterior. Nesta quinta-feira (28) e sexta-feira (29), às 20h, há as duas últimas sessões no mesmo espaço, localizado na região de Perdizes, em São Paulo.

Nunes utiliza um bloco de concreto encontrado na rua como elemento central da coreografia, buscando no peso e na irregularidade do material uma justificativa estética para o movimento. A ideia é explorar como restrições físicas podem exigir novas soluções de expressão.

A trajetória da artista inclui trabalhos anteriores que já dialogaram com o tema da ruína e da reconstrução. Em projetos anteriores, ela experimentou desdobramentos corporais que enfatizam fragmentação e a visibilidade de apenas partes do corpo, buscando abrir espaço para a surpresa e a inovação.

Apesar de reconhecer os obstáculos de temporadas longas para produções de dança independente, Adriana comenta que o retorno nas sessões recentes tem sido encorajador e alimenta novos projetos, mesmo diante de dificuldades de circulação de espetáculos.

Sobre a produção

Viga de Transição é apresentada no Centro da Terra, localizado na Rua Piracuama, 19, Perdizes, região oeste de São Paulo. As apresentações seguem até 29 de maio, sempre às 20h. Ingressos custam 96 reais e podem ser adquiridos pela Sympla. A mostra reforça a busca da coreógrafa por linguagem que dialogue com o peso do cotidiano sem abrir mão da experimentação.

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