Dave Stewart, cofundador do Eurythmics, defende o uso da IA na música, descrevendo a IA generativa como uma força que impulsiona a mudança e exige colaboração entre artistas e plataformas. Ele afirma que vozes e talentos devem ser licenciados para IA ou usados sem controle.
Segundo o músico, a IA pode desconstruir e recriar composições a partir de vastos dados, provocando uma transformação na indústria. A resistência seria inútil, e as grandes empresas de IA provocarão exploração contínua de criações artísticas.
Stewart cita parcerias entre gigantes e plataformas de IA como Udio e Suno, que permitem que usuários e artistas manipulem obras a partir de catálogos de selos. A expectativa é ampliar autonomia dos criadores sobre propriedade intelectual e reduzir o domínio de grandes organizações.
Rare Entity como resposta prática
A Rare Entity, projeto cocriado com Dom Joseph e Rich Britton, surge como apoio financeiro e criativo a projetos, em troca de participação nos ganhos futuros. A iniciativa busca ampliar o ecossistema de artistas sem priorizar a posse intelectual subjacente.
A história se conecta a períodos anteriores do Eurythmics, incluindo uma trajetória de empréstimos para sustentar a banda e debates sobre empoderamento artístico. Em 2002, ícones como Lou Reed, Stevie Wonder e Dr. Dre debateram recuperação de controle na era digital.
IA como ferramenta criativa
Stewart enxerga a IA como instrumento de transformação, não ameaça à essência humana. Com a devida gestão, a IA seria um motor de experimentação, similar ao impacto da primeira bateria eletrônica, e não um substituto da alma da arte.
O músico orienta os artistas a proteger direitos e manter controle, incentivando a exploração criativa contínua. O cenário atual é visto como um prólogo a novas possibilidades na música.
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