Estes casais encontraram o amor mais tarde, em uma fase em que a experiência de vida pesa a favor dos vínculos estáveis. Um estudo recente e relatos de celebridades descrevem o que muda quando o namoro começa na meia-idade e se transforma em casamento ou união permanente.
Como tudo começou para Paulina Porizkova e Jeff Greenstein, 61 e 62 anos, respectivamente, envolve uma nova visão sobre relacionamentos. Eles se conheceram no início de 2023 pela plataforma Raya e passaram a discutir, por meio de um roteiro, como seria a vida a partir de diferentes idades. O romance evoluiu para um compromisso que culminará em casamento na Itália, em julho.
A dupla afirma que a qualidade do relacionamento pesa mais que o momento de início. Porizkova diz que, aos 60, o vínculo parece mais autêntico. Greenstein ressalta que a riqueza de experiências acumuladas funciona como tempero para o relacionamento.
Casais celebridades e o retrato do terceiro ato
Entre os casos pesquisados, Niecy Nash-Betts, 56, e Jessica Betts, 45, se conheceram pelas redes sociais em 2015 e se casaram em 2020. Nash-Betts afirma que o terceiro ato pode ser o melhor, com base na sabedoria adquirida ao longo da vida.
Joanna Cassidy, 80, e Alan Hamel, 89, se conheceram em 1978, em um programa de TV de Hamel. O relacionamento ganhou força após Hamel encerrar o casamento anterior e Cassidy iniciar uma nova vida a partir de 2024, quando ficaram juntos. Ambos destacam a honestidade e a fluidez do companheirismo.
Ricki Lake, 57, e Ross Burningham, 59, casaram-se em 2022 após se conhecerem em 2020. O casal comenta que a vida adulta permite uma parceria mais madura, com compartilhamento de objetivos e apoio mútuo. Eles também narram a convivência entre as duas costas dos Estados Unidos, com a mudança para Nova York após incêndio que atingiu a residência anterior.
Melanie Chartoff, 77, e Stan Friedman, 72, vieram juntos após se conectarem em 2011 pelo Match.com. O casamento ocorreu em 2014, quando Chartoff já era viúva e Friedman, divorciado. O casal destaca que maturidade financeira e profissional facilita a convivência e a prioridade de estar junto.
Perfil da pesquisa e indicadores
Estudos citados apontam aumento da satisfação de quem convive após os 50 anos. Em fevereiro, o International Journal of Behavioral Development publicou dados de melhoria de bem-estar entre casais que passam a morar juntos após os 50. Em 2022, a Bowling Green State University registrou mais casamentos entre essa faixa etária, com acúmulo de coabitação. O grupo com maior recasamento é o de 65 anos ou mais.
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