O castelo inacabado deixado pelo cantor sertanejo José Rico foi declarado de utilidade pública pela Prefeitura de Limeira, no interior paulista. A decisão foi publicada no Diário Oficial na última terça-feira, 26. O imóvel tem avaliação de 15,1 milhões de reais e está em terreno de mais de 10.200 m², no bairro Jaguari.
A construção nunca foi concluída; o imóvel possui mais de 100 cômodos e está incompleto desde 1991. Segundo familiares, José Rico acreditava que, ao terminar a obra, ocorreria sua morte, o que o fez iniciar e interromper várias vezes os trabalhos.
O caso remonta à trajetória da dupla Milionário e José Rico. A família tentou terminar o castelo, mas não teve sucesso financeiro para prosseguir com as obras. O tema ganhou repercussão após reportagens sobre a história e a profecia associada ao cantor.
Em 2022, a Justiça determinou a penhora do castelo para quitar dívidas trabalhistas de um músico que integrou a equipe da dupla entre 2009 e 2015. A penhora permanece vinculada ao processo envolvendo o bem.
Impactos da classificação de utilidade pública
Com a declaração, o terreno passa a ser considerado essencial ao Estado. A prefeitura poderá planejar obras ou serviços que atendam à coletividade, dependendo de futuros projetos e decisões administrativas.
O imóvel continua sob avaliação judicial e permanece sob a posse de seus atuais ocupantes até definição de destinação pública. A prefeitura não informou prazos nem detalhou os usos concretos previstos para o terreno.
A história do castelo de José Rico envolve memória da música sertaneja e questões legais sobre dívidas trabalhistas. A decisão de utilidade pública não encerra o processo, mas abre caminho para novas deliberações administrativas.
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