Mariano Cohn e Gastón Duprat, criadores da série argentina Meu Querido Zelador, concederam entrevista à VEJA para falar da quarta temporada e do alcance global da produção, protagonizada por Guillermo Francella. O show, disponível no Disney+, já inspira um remake brasileiro. Os diretores destacam o fascínio gerado pelo vilão Eliseo e o futuro da franquia, mesmo após a perda do ator Luis Brandoni.
Nova linha da temporada
A dupla adianta que a quarta temporada tem tom mais ácido e alguns momentos sombrios. O enredo foca no poder da política vivido por um personagem de perfil improvável, com Eliseo atuando fora de um cargo tradicional. Também exploram a ideia de o vilão brincar com a própria morte.
O fascínio pelo vilão
Cohn diz que Eliseo transita entre carisma e desconforto, o que gera identificação no público. Duprat acrescenta que a série funciona como espelho do espectador, revelando atitudes às vezes ocultas. Em Buenos Aires, a repercussão já inclui uma estátua de bronze do personagem.
Remake e horizontes
Sobre a versão brasileira, os diretores afirmam não estarem envolvidos no remake. Eles destacam que a Disney cuida das adaptações e já há planos para uma versão americana. O espírito do personagem pode ganhar nuances diferentes, conforme o país.
Continuidade de O Faz Nada
Quanto à continuação de O Faz Nada após a morte de Brandoni, Cohn afirma que grande parte do material já foi gravado e que a produção pode seguir com o elenco restante. A amizade com o ator também é lembrada pelos diretores como parte do futuro da série.
Novos desdobramentos
Duprat comenta que, em futuras tramas, Eliseo pode explorar relacionamentos, tema considerado relevante para ampliar a psicologia do personagem. A ideia é observar como alguém sem adesão a prazeres comuns lida com relacionamentos e escolhas afetivas.
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