O apartamento de 210 m² no Jardim Botânico, Rio de Janeiro, passou por uma reforma focada em acabamentos de madeira e móveis vintage brasileiros. O projeto é assinado pelo arquiteto João Panaggio, contratado pela moradora Isabel Picot, advogada que buscava opções criativas e menos convencionais. A ideia era mesclar sofisticação com peças de autor.
Isabel pediu que o projeto tivesse cores de destaque, sem abrir mão de um desenho contemporâneo. Panaggio explica que o objetivo foi oxigenar o layout, mantendo uma linha minimalista, mas com toques coloridos que a moradora aprecia.
O apartamento fica no quarto andar de um prédio dos anos 1970 e teve mudanças de planta para ampliar a circulação. A cozinha foi integrada à área social, substituindo um antigo escritório, para criar um fluxo mais aberto entre ambientes.
Elementos de destaque da decoração
Painéis de madeira ripada e acabamento em pau-ferro aparecem em várias áreas, inclusive nas estantes, o que reforça o conceito brasileiro escolhido pelo projeto. A porta trabalhada de madeira e vidro recebeu verde profundo na pintura, mantendo a assinatura cromática do espaço.
A área de estar recebe mobiliário vintage, com peças assinadas, como uma poltrona Mole de Sergio Rodrigues e um aparador de Giuseppe Scapinelli, ambos adquiridos pela moradora. A luminária de piso vintage complementa o conjunto ao lado de uma bancada de apoio.
Na Sala de Jantar, a mesa Concrete Disforme e cadeiras Thonet dialogam com um estante desenhada pelo escritório, executada em MDF no padrão pau-ferro. O piso de cumaru foi feito pela Indusparquet, e a iluminação é complementada por um pendente de acervo Louis Poulsen.
Cozinha e suíte: detalhes de acabamento
A cozinha teve marcenaria projetada pelo arquiteto, executada em MDF no padrão pau-ferro, com bancadas e nicho em Dekton Aeris. Banquetas Iaiá, do Atelier Gustavo Bittencourt, destacam o ambiente. O piso é de ladrilho hidráulico, com forno e forro de tauari, seguindo o conceito despojado.
Ao todo, a moradora manteve elementos que valorizam o acervo pessoal, como um armário antigo de serralheria presente na galeria Teo e vasos de vidro que integram o décor: itens que reforçam o tom vintage do interior.
A suíte principal recebe um espaço amplo para descanso, com cama e madeira natural, estante em lâmina de nogueira pela MG Marcenaria e itens de acervo coletados pela moradora. O piso é original do imóvel, preservando a história do apartamento.
A moradora afirma ter ficado satisfeita com o resultado, destacando a harmonia entre o contemporâneo e o artesanal. O conjunto oferece circulação fluida, integração social e referências de design brasileiro.
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