A 21ª CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto chega a Minas Gerais com a valorização de perspectivas femininas. O evento, que ocorre entre 25 e 30 de junho, propõe refletir sobre a memória audiovisual como base da identidade cultural, social e política do Brasil.
A curadoria fica a cargo de Cléber Eduardo e Juliana Gusman, com foco em trajetórias de mulheres que tiveram trajetória sub-representada no cinema nacional. A edição destaca desafios enfrentados por criadoras ao longo de décadas, celebrando contribuições relevantes para a narrativa audiovisual.
Helena Solberg é a homenageada da edição. Ela é reconhecida como a única mulher entre os integrantes do movimento Cinema Novo. Seu curta A Entrevista (1966) é considerado marco do cinema feminista brasileiro ao explorar temas como casamento, sexualidade e trabalho em um período de transformações sociais.
Homenageada: Helena Solberg
Radicada nos Estados Unidos desde 1970, Solberg lançou a Trilogia da Mulher — The Emerging Woman (1974), The Double Day (1975) e Simplesmente Jenny (1977) — produzidas com o International Women’s Film Project. No Brasil, dirigiu Carmen Miranda: Bananas in My Business (1995) e Vida de Menina (2003), entre outros títulos.
Programação e temas
A mostra também reserva espaço para debates sobre preservação audiovisual, com curadoria de José Quental e Vivian Malusá, e sobre educação e cinema, conduzida por Adriana Fresquet e Clarisse Alvarenga. A diversidade de temas compõe a matriz da edição.
Ao todo, 139 produções nacionais e internacionais serão exibidas, entre longas, médias e curtas. A abertura, na Praça Tiradentes, terá uma sessão especial dedicada à obra de Helena Solberg, com a exibição de dois filmes da cineasta.
Dados da mostra
A CineOP acontece em Ouro Preto, cidade histórica de Minas Gerais, e reúne obras que promovem o debate sobre memória e identidade. O público terá acesso a retrospectivas, lançamentos e sessões especiais ao longo de seis dias de programação.
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