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Geração Z curte terror porque a vida real já assustou bastante

Geração Z impulsiona o sucesso do terror no cinema, com Obsessão e Backrooms rendendo milhões e refletindo interesse por horrores alinhados à realidade

Filmes como 'Backrooms' abordam temas presentes nas vidas de jovens da geração Z
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A geração Z continua impulsionando o sucesso de filmes de terror nas salas de cinema. Em eventos recentes, os títulos Obsessão e Backrooms atraíram a atenção do público jovem, em meio a um cenário de incertezas econômicas e sociais. O terror é visto como conteúdo que instiga curiosidade e debate, especialmente entre quem nasceu entre 1997 e 2012.

Backrooms, dirigido por Kane Parsons, surge como filme de terror psicológico ambientado em uma loja de móveis que revela horrores internos. O elenco inclui Chiwetel Ejiofor, e a produção é associada à visão criativa de um cineasta da própria geração Z, com foco em temas como isolamento e trauma.

Obsessão, apoiado por Focus Features e Blumhouse, concorreu pela liderança da bilheteria no fim de semana de estreia, arrecadando cerca de 150 milhões de dólares desde 15 de maio, embora o lançamento tenha tido orçamento de apenas 750 mil dólares. Os primeiros resultados colocam o filme entre os mais rentáveis da temporada.

Dados de mercado sustentam o aumento de interesse: a geração Z foi apontada como o grupo mais propenso a consumir entretenimento de terror, respondendo por 17% das compras de ingressos na América do Norte, crescendo nos últimos anos. Observadores associam esse comportamento ao desejo por conteúdo que provoca reflexão e debate.

Especialistas destacam que o terror associado à vida real tem ressonância com esse público. Uma pesquisadora de serviço educacional aponta que a geração Z tende a buscar honestidade no entretenimento, sem camuflar temas perturbadores, o que pode explicar a atratividade por títulos que exploram a morbidez de forma direta.

Professora e analista de mídia comenta que o terror contemporâneo frequentemente reflete questões sociais atuais, diferindo de subgêneros passados. Ela aponta que, para a geração Z, o entretenimento de horror funciona como um tipo de escapismo mais analítico, ligado a realidades complexas.

Estudos indicam que, entre as faixas etárias, a geração Z figura entre as que mais consomem conteúdo de terror, consolidando-se como motor de bilheteria. A indústria tem ajustado lançamentos para atender a esse perfil, buscando manter o público engajado e gerar discussões online.

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