Maxita, a pele da Terra, é um documentário que aborda a defesa de terras indígenas e o impacto da mineração. Dirigido por Mariana Machado e Ana Maria Machado, reúne Davi Kopenawa e Ailton Krenak em foco central. O filme estreou em meio a debates sobre direitos ambientais e culturais.
A obra acompanha a luta de Davi Kopenawa contra a mineração em terras yanomami, conectando com a urgência de Brumadinho, cidade mineira marcada por catástrofe ambiental e humana. O documentário não separa questões ecológicas das sociais.
As direções das primas mineiras revelam uma perspectiva singular sobre o tema, vindo de Minas Gerais, estado historicamente associado à mineração. A produção dialoga com referências sobre a relação entre território, memória e devastação.
Encontro de sabedorias
No filme, Davi Kopenawa e Ailton Krenak discutem com argumentação contundente a postura do homem branco diante do ambiente. Questionam a ideia de crescimento ilimitado e a lógica do capitalismo como motor dominante.
A narrativa utiliza recursos cinematográficos marcantes, como planos aéreos que começam na cidade Belo Horizonte e se expandem para a periferia. A câmera enfatiza a aridez e a paisagem arrasada pela mineração.
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