Regina Casé retorna aos palcos com o espetáculo Viva! Vida, após um ano marcado por luto e perdas importantes. A atriz diz ter sentido o peso das ausências e buscado na arte uma forma de atravessar a dor. A peça nasceu num momento de reconstrução emocional.
A atriz revelou, em entrevista à Marie Claire, que perdeu pessoas próximas que eram pilares. Entre elas, Preta Gil, Arlindo Cruz e Mãe Carmen do Gantois, além de enfrentar lutos anteriores de família. O texto do espetáculo surgiu como suporte terapêutico.
O projeto Viva! Vida foi concebido com o marido, Estevão Ciavatta, também diretor e produtor, e com os cientistas Antônio Nobre e Fábio Scarano. A obra aborda meio ambiente, ancestralidade e saberes dos povos originários, conectando arte e reflexão.
O papel da arte na recuperação
Casé explica que a criação funcionou como espaço de elaboração emocional, com efeitos terapêuticos na percepção do luto. A peça funciona como ferramenta de ressignificação, proporcionando novas formas de lidar com a dor.
Parceria que atravessa o tempo
A atriz destaca a parceria com Estevão Ciavatta, com quem vive há mais de duas décadas. Mesmo combinando vida pessoal e profissional, a relação se fortaleceu ao longo dos anos, enfrentando dificuldades e renovando votos.
Ampliar a visão para além da perda
Regina comenta que ampliar a visão sobre cidade, país e planeta ajuda a relativizar o peso da morte. A perspectiva mais ampla é apresentada como elemento de resiliência, alinhado a conceitos de psicologia e de espiritualidade.
A trajetória recente reforça a ideia de que o luto muda, mas não impede a continuidade da vida. Viva! Vida busca comunicar que ciclos, encontros e recomeços compõem a existência, mesmo diante de feridas ainda cicatrizando.
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