O Theatro Municipal do Rio de Janeiro recebe no dia 10 de junho a 33ª edição do Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira. A cerimônia será dedicada a Cazuza, artistas de diversas gerações celebram o legado do cantor, compositor e poeta falecido há 35 anos. A escolha contou com aprovação unânime do conselho do prêmio.
A diretora Giovanna Machline e o pai, Zé Maurício Machline, concederam entrevista à Rolling Stone Brasil sobre a evolução da premiação. Eles destacaram a adaptação do evento ao consumo moderno de música, incluindo mudanças de categorias, como a criação de uma seção para axé e o recorte do sertanejo.
Estrutura e decisões do prêmio
Com 18 categorias em 2026, as deliberações são tomadas pelo conselho após o evento. A permanência do reggae e a criação de uma divisão específica para axé tiveram debates que culminaram em decisões coletivas, refletindo o ganho de fôlego de determinados estilos.
A escolha por homenagear Cazuza foi unânime. Giovanna explica que a obra do artista permanece atual, independentemente do tempo, e que não há momento fixo para reverenciar sua contribuição. O objetivo é manter a memória viva sem perder o foco no futuro.
Theatro, repertório e performances
A noite terá repertório de 9 a 10 músicas, com intérpretes escolhidos para cada faixa. A curadoria envolve montagem de cenário, roteiro e direção musical, com participação de Maurício Machline na construção da experiência sonora.
Além da cerimônia no Rio, houve uma noite dos indicados em São Paulo e uma turnê em Brasília e Porto Alegre, com shows dedicados à obra de Cazuza, incluindo apresentações de quatro artistas mulheres. A ideia é mapear a diversidade da obra do homenageado.
Quem sobe ao palco e quem comanda a celebração
A apresentação contará com a participação de artistas como Seu Jorge, Ney Matogrosso, Chico Chico, Ludmilla, Lazzo Matumbi, BNegão, Luedji Luna, Maneva, Marina Sena, Zizi Possi, Luísa Sonza e Simone, em interpretações criadas para a ocasião. A cerimônia tem Débora Bloch e Alice Wegmann como apresentadoras, com direção geral de Giovanna Machline e Zé Maurício Machline, direção musical de Pretinho da Serrinha, e cenografia de Nídia Aranha e Luisa Annik.
Giovanna resume o objetivo do evento em três linhas: memória, celebração e olhar para o futuro. A diretora afirma que a premiação coloca lado a lado nomes consagrados e jovens talentos, destacando a saúde da música brasileira em 2026.
Entre na conversa da comunidade