Jean-Jacques Rousseau é reapresentado como referência para entender a atual pressão social causada pela comparação constante nas redes. A reflexão aponta para a exposição pública e a busca por dopamina gerada por curtidas, o que afeta a autoestima de muitos usuários.
O texto relaciona a popularidade das redes sociais com a tendência a manter aparências frívolas e enganosas. Segundo a análise, o comportamento moderno reproduz a ideia de que a existência depende do julgamento dos outros.
Historicamente, Rousseau já refletia que o ser humano vive em função da opinião alheia e da percepção externa de si. A comparação constante, na visão dele, reduz tudo a aparência sem virtude, razão sem sabedoria e prazer sem felicidade.
A discussão também reacende o tema do amor de si mesmo. Rousseau distinguiu o amor saudável de si, que é anterior à sociedade, da autoestima dependente do visto pelos outros. Esse segundo tipo estaria ligado à bem-estar frágil.
Rousseau e o amor de si
Para o filósofo, existe um amor de si que não depende de reconhecimento externo. Esse amor de si saudável sustenta o bem-estar sem precisar das comparações sociais para existir. A reflexão contemporânea sobre redes sociais retorna a essa ideia.
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