Benedito Calixto (1853-1927) foi pintor e historiador cuja obra marcou o fim do século 19 e o início do 20 no Brasil. Entre quadros históricos e paisagens urbanas, ele buscou registrar cenas da São Paulo colonial, com olhar atento aos detalhes.
Sua produção incluiu séries encomendadas pelo Museu Paulista, então o Museu do Ipiranga, sob direção de Afonso Taunay. Calixto ainda se apoiou em fotografias de Militão Augusto de Azevedo para fundamentar suas cenas.
Originário de Itanhaém, o artista começou autodidata, exercendo marceneiro antes de estudar em Paris, na Académie Julian, com apoio da Associação Comercial de Santos. Em sala de aula, combinava pesquisa histórica com prática pictórica para retratar o passado.
O pintor manteve uma intensa relação com a cidade que morou entre 1890 e 1893, produzindo mais de uma dezena de obras sobre locais paulistanos. Entre elas estão a Ladeira do Colégio (1910) e a Rua da Constituição, hoje Florêncio de Abreu.
Entre as obras marcantes está a tela Inundação da Várzea do Carmo, de 1892, que retrata cheias no Tamanduateí com minucioso nível de detalhe. A obra ganhou notoriedade pela congênere visão histórica da capital.
Além de vistas urbanas, Calixto pintou retratos de figuras históricas, como Domingos Jorge Velho, José de Anchieta, Dom Pedro I e José Bonifácio. Seu acervo inclui também cenas como o Porto de Santos em 1822.
A praça que homenageia o artista fica em Pinheiros, entre as ruas Teodoro Sampaio e Cardeal Arcoverde. Batizada em 1936, já existia desde 1925, quando o terreno foi doado à prefeitura.
Um marco cultural em Pinheiros
A praça tornou-se espaço de convivência e cultura, com feiras de antiguidades aos sábados e memória da vida artística local. Nos anos 1980, a região ganhou importância cultural, abrigando teatro, livraria e centros de produção audiovisual.
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