Backrooms e Obsession chegam aos cinemas com propostas de horror de baixo orçamento criadas por jovens cineastas, e já impulsionam números expressivos. As obras estrearam em datas próximas e atingiram públicos de gerações conectadas, ampliando o alcance de filmes de gênero fora dos grandesIP. O fenômeno é observado pela indústria como possível indício de uma nova leva de produção independente.
Obsession, de Curry Barker, 26 anos, leva o público a um romance que vira fantasia aterradora. Bear, interpretado por Michael Johnston, deseja Nikki, vivida por Inde Navarette. Um amuleto promete realização de desejos, mas a consequência é desmedida. O filme estreou no TIFF 2025, na seção Midnight Madness, gerando disputa de aquisição.
Backrooms, produção de Kane Parsons, 21 anos, mergulha em um cenário de corredores infinitos. Um gerente de mobiliário, Clark, descobre uma passagem por uma fenda na parede de um porão. A terapeuta Mary, interpretada por Renate Reinsve, acompanha os acontecimentos que fogem ao controle.
Segundo dados divulgados, Backrooms já acumulou mais de 200 milhões de dólares em arrecadação mundial, tornando-se a maior bilheteria da A24. Obsession consolidou-se como maior sucesso da Focus Features. As estreias ocorreram em semanas consecutivas, coincidindo com o encerramento de semestre universitário.
A origem dos títulos envolve criadores da internet que transformaram fãs online em público de sala de cinema. Barker atuou como comediante de sketches antes de atrair atenção para o filme. Parsons construiu a narrativa a partir de curtas de “found footage” sobre espaços não convencionais.
A repercussão de ambas as produções aponta para uma tendência de filmes de horror com orçamento reduzido, apoiados por plataformas digitais e comunidades de fãs. Embora haja ceticismo sobre a permanência do movimento, as bilheterias recentes alimentam debates sobre o papel das novas vias de distribuição na indústria.
Analistas ressaltam que a combinação de streaming, quotas de bilheteria e marketing orgânico pode ampliar a capacidade de lançamento de projetos independentes. O impacto cultural ainda é avaliado, mas o momento sugere um retorno de interesse por obras de gênero com linguagem contemporânea.
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