Alfredo Bertini, economista, morreu no dia 4 de junho, aos 65 anos, na Paraíba, após complicações de um transplante de fígado. O falecimento ocorreu enquanto se mantinha a 30ª edição do festival Cine/PE, evento que ele idealizou há décadas no Recife. O anúncio chegou aos familiares e à comunidade audiovisual.
Bertini foi responsável por abrir espaço para o cinema de Pernambuco além do eixo Rio-São Paulo. Em 1997, após retornar de Gramado, ele decidiu criar um festival no Recife inspirado na experiência gaúcha. Sua trajetória ligou economia, turismo e cultura.
Antes de apoiar o Cine/PE, Bertini ocupou o cargo de Secretário adjunto de Indústria, Comércio e Turismo de Pernambuco, em 1994. O cargo possibilitou contato direto com projetos de filmes, dança e teatro, alimentando seu envolvimento com as artes.
Em 1997, a estreia aconteceu no Cinema São Luiz, no Recife. No ano seguinte, diante da necessidade de liberação da sala para Titanic, ele transformou o Teatro Guararapes em sala de projeção, exibindo Central do Brasil com Fernanda Montenegro e Walter Salles.
Durante décadas, Bertini também atuou como secretário de Turismo e Esportes da Prefeitura do Recife e dirigiu a Secretaria do Audiovisual, vinculada ao Ministério da Cultura. Sua atuação ampliou a visibilidade do cinema regional.
O projeto Cine/PE consolidou-se como vitrine e incubadora de talentos, defendendo a ideia de que o cinema pernambucano tinha espaço além do eixo RJ-SP. A iniciativa aproximou produtores, artistas e público local.
Nos últimos anos, Bertini celebrou o sucesso de produções locais, como O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, que disputou o Oscar. A família confirmou a morte e destacou a dedicação dele ao festival e ao cinema do estado.
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