Passeio pela trajetória de uma voz marcada pela bossa nova. O documentário A Noite de Alaíde chega ao Brasil e à Europa nesta terça-feira, 16 de junho. Dirigido por Liliane Mutti, o filme mescla ficção, animações e imagens de arquivo para contar a história da cantora Alaíde Costa. A produção tem distribuição nacional pela Bretz Filmes e chega a Portugal pela Zero em Comportamento.
Com 100 minutos, o longa não é apenas biográfico. Ele propõe uma leitura híbrida que dialoga com a época de Ouro da MPB, destacando composições como Dindi, Me Deixe em Paz e A Voz do Povo. A obra celebra a vida e a carreira de Alaíde Costa, que em 2026 completa 90 anos de idade e 70 de atuação profissional.
Mudança de tema: apagamento e trajetória
O filme revela o apagamento sofrido pela artista e pelo pianista Johnny Alf no início da bossa nova, diante de barreiras de mercado e preconceito. Mesmo integrando a tríade de ouro da geração, Alaíde enfrentou veto de gravadoras e ficou de fora do histórico concerto no Carnegie Hall, em 1962.
A jornada de exibição internacional começou em abril, na França, no Festival de Cinema Brasileiro de Paris, com apresentação musical da própria Alaíde. Em Cannes, no Marché du Film, o filme teve outros desdobramentos; em breve, participou da Feira Preta, no Rio, e de projeções em Guimarães, Portugal, com concerto especial.
Perspectivas no Brasil
Em São Paulo, o documentário integra o In-Edit, Festival Internacional do Documentário Musical, entre 17 e 28 de junho de 2026. Duas sessões estão marcadas na cidade: CineSesc, no dia 20, e Casa de Francisca, no dia 23. Alaíde Costa participará pessoalmente dos dois encontros, fortalecendo o vínculo com o público.
Entre na conversa da comunidade