Labyrinth, a obra de Jim Henson, completa 40 anos. O filme, lançado em 1986, teve David Bowie no papel de Jareth e Jennifer Connelly como Sarah, em uma produção que uniu atores humanos a bonecos criados pela Creature Shop. O objetivo era criar uma fantasia sombria que misturasse aventura e amadurecimento, até então pouco visto em lançamentos da época.
A produção, iniciada em 1985 em Elstree, Hertfordshire, contou com um orçamento de 25 milhões de dólares e envolveu uma equipe ampla de artistas, técnicos e dublê de corpos para operar centenas de marionetes e dispositivos animatrônicos. Bowie foi cogitado entre grandes nomes por seu perfil de astro de rock, enquanto Helena Bonham Carter ficou entre as primeiras escolhas para Sarah.
O processo de filmagem exigiu longas jornadas de ensaios, ajustes de bonecos e cenários desafiadores, como passagens em labirintos e estruturas de Escher. O elenco incluiu atores mirins na criação de cenas-chave, com técnicos destacando a precisão necessária para sincronizar movimentos humanos e marionetes. A reception inicial foi mista, apesar do apelo visual.
Elenco e bastidores
A equipe de produção descreveu a atmosfera de set como criativa e exigente, com Jim Henson orientando o fluxo criativo sem criticar abertamente o trabalho. Várias cenas exigiram coordenação entre manipuladores de bonecos e atores, em especial nos números musicais e nas sequências de efeitos práticos.
Bowie, em particular, foi apontado como motivador da equipe, trazendo energia constante ao set. A atuação de Connelly, iniciando a carreira adulta no projeto, recebeu elogios de colegas pela concentração e dedicação às cenas de maior complexidade física.
Recepção e legado
Ao longo de seus meses de exibição, Labyrinth recebeu críticas mistas e registrou cerca de 12,9 milhões de dólares em bilheteria nos EUA, com desempenho superior no exterior, resultando em 34 milhões de dólares mundialmente. A obra ganhou status de cult e gerou adaptações em quadrinhos, jogos e, recentemente, um anúncio de continuação para direção de Robert Eggers, com produção de Brian Henson.
A reinvenção da história pelos envolvidos, incluindo a familia Henson, é destacada como parte do legado. O filme tornou-se referência de fantasia com recursos práticos, além de inspirar novas gerações de profissionais de marionetes e de cinema. Os integrantes da equipe ressaltam a importância do projeto para entender o amadurecimento do público jovem através de uma narrativa única.
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