A peça Dicionário das coisas que nunca existiram volta a cartaz com uma nova montagem na Casa dos Quatro. O texto é de Alexandre Ribondi, escrito em 2014, e os controladores da montagem são Morillo Carvalho e Hellen Cris, que também compõem o elenco.
A encenação foca na relação entre memória e doença, especialmente o Alzheimer, com uma leitura que privilegia a atuação e a poesia do texto. A proposta atual desloca o realismo para valorizar a expressão dramática e a força lírica da obra.
Elenco e produção
Hellen Cris interpreta Dona Irene, mulher que enfrenta a perda gradual da memória. Morillo Carvalho assina a direção ao lado de Hellen, introduzindo paginação nova e cenário reformulado. A peça já integrou diferentes versões desde 2015.
A dramaturgia aborda temas como abandono parental e etarismo, entrelaçados à experiência de finitude. A linguagem poética propõe imagens que conectam a vida familiar aos dilemas existenciais, sem apelos didáticos.
O espetáculo fica em cartaz hoje às 20h e amanhã às 19h, no Teatro Ribondi, na Casa dos Quatro, em Brasília. O caminho do público é SCLRN 708 Bloco F Loja 01, Rua das Oficinas. Ingressos custam R$ 60, meia R$ 30, vendidos pelo Sympla.
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