A sanfona, ou acordeão, ganhou espaço no século 19 na Europa e se espalhou pelo mundo, abraçando estilos como polca, tango e jazz. No Brasil, tornou-se presença marcante em festas populares e na música de palco, atravessando fronteiras e gerações.
Entre os pilares da história, Luiz Gonzaga é visto como o maior divulgador da sanfona no Brasil, levando o instrumento ao sertão e a rádios com hinos como Asa Branca. A partir dele, o acordeonista ganhou status de símbolo de identidade regional.
Dominguinhos, aluno de Gonzaga, levou o instrumento a horizontes novos ao misturar arrasta-pé com jazz e MPB. Parcerias com Gilberto Gil e Chico Buarque mostraram a versatilidade do fole em diferentes nichos da MPB.
Sivuca destacou-se pela capacidade de transitar entre arrasta-pé, jazz e música erudita, atuando internacionalmente e elevando o acordeão brasileiro a palcos globais. A técnica e o improviso o tornaram referência mundial.
No cenário contemporâneo, Oswaldinho do Acordeon mantém viva a tradição nordestina com apresentações técnicas e enérgicas, além de atuar na formação de novos acordeonistas. O foco é difundir o instrumento em projetos culturais.
Astor Piazzolla, na Argentina, revolucionou o tango com o bandoneón, criando o movimiento nuevo tango e abrindo caminho para o uso do acordeão em fusões com música clássica e jazz. A mudança provocou resistência inicial, mas consolidou o gênero.
Renato Borghetti, ligado à música gaúcha, mescla tradição regional com propostas modernas, conquistando reconhecimento nacional e no exterior. Ele é visto como referência do acordeonismo nos pampas.
A banda Falamansa popularizou o arrasta-pé entre as novas gerações, elevando a sanfona a patamares de mainstream durante os anos 2000 e fortalecendo festivais e rádios.
No cenário europeu, Richard Galliano é reconhecido por unir jazz e música clássica com o acordeão, ampliando os horizontes do instrumento e inspirando diversas escolas de técnica.
Tendências recentes mostram a sanfona integrando ritmos eletrônicos e fusões com rock, hip-hop e música eletrônica, mantendo a identidade do instrumento enquanto amplia sua expressão.
Profissionais destacam iniciativas educacionais e festivais internacionais como alavancas para o futuro do acordeão.
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