A produção de Supergirl, baseada na graphic novel A Mulher do Amanhã, chegou aos cinemas com a promessa de expandir o novo DCU. O filme acompanha Kara Zor-El em busca de justiça e vingança por Krypton, mas enfrenta críticas que vão da desorientação narrativa a falhas técnicas, comprovando um resultado pouco condizente com as expectativas.
Analistas apontam uma falta de identidade do projeto. O crítico PH Santos descreve o filme como uma colagem de referências, sem assinatura clara do diretor Craig Gillespie, que seria incapaz de consolidar uma linha autoral. Atinge várias referências, mas não se prende a nenhuma delas.
Outra leitura comum é de que a obra é uma bagunça genérica de ficção científica. Jeremy Jahns sustenta que a tentativa de explorar temas profundos sobre o lugar da protagonista no mundo fica ofuscada pela execução sem alma, segundo a crítica, sugerida como artificial.
O roteiro, assinado por Ana Nogueira, recebe críticas por uma estrutura narrativa arrastada. O uso de flashbacks é considerado mal aproveitado, e há consenso de que a heroína é tratada de forma a parecer menos poderosa em certos momentos, o que soa como artifício para manter a tensão.
Diante disso, a caracterização de Kara Zor-El divide opiniões. A atuação de Milly Alcock é reconhecida pela energia do início, mas a performance seria prejudicada pela construção dramática confusa do texto. A narrativa é descrita como pouco humana e distante, o que compromete a empatia pela personagem.
Do ponto de vista técnico, a fotografia de Rob Hardy recebe críticas por parecer aquém de um épico espacial. A iluminação é apontada como pouco eficaz, com cenas escuras que dificultam a imersão. A montagem de cenas de ação é criticada por sua natureza caótica, que reduz a tensão.
O antagonista Crem é amplamente rejeitado pelos especialistas, considerado genérico e sem impacto emocional. Em contrapartida, a participação de Jason Momoa como Lobo é vista de maneiras distintas: para alguns, representa o ponto de acerto do filme; para outros, parece apenas um cosplay repetido de si mesmo.
Nos bastidores, o marketing da Warner é citado como sinal de insegurança. Exibições parciais para influenciadores teriam indicado falta de confiança no produto final, segundo os críticos. O temor é de que o filme comprometa a credibilidade de James Gunn ao consolidar o novo DCU.
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