Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Reflexões sobre o luto e a arte de envelhecer ganham espaço público

Jornalista aborda envelhecimento e luto em Memorial do inverno; memória, humor e novas descobertas após a viuvez de oitenta e dois anos

“O trabalho no jornalismo ou na história é todo objetivo; eu queria escrever sobre coisas que mexessem comigo”, diz Toledo
0:00
Carregando...
0:00

Em seu novo livro, Memorial do inverno: Um retrato do artista quando velho, o jornalista e ensaísta Roberto Pompeu de Toledo aborda o envelhecimento após a perda da parceira Maria Isabel. O texto, descrito pelo autor como uma celebração da vida, mistura memória, humor e reflexão sobre a velhice.

O livro nasce a partir de uma experiência pessoal marcada pela viuvedade de Maria Isabel. Toledo escreveu logo após a morte, mantendo o impulso inicial, revisando depois para compor um conjunto narrativo mais amplo. O resultado, segundo ele, é um “pequeno livro” que ganhou o nome definitivo.

Processo criativo e voz

A narração não seguiu uma linha cronológica rígida; ela emergiu de um fluxo de pensamento típico de quem já vive bastante. O autor afirma que o formato truncado revela a única maneira de contar sua história, com fragmentos que dialogam com o passado e o presente.

Ao discutir o equilíbrio entre memória e ficção, Toledo admite que não houve limites traçados previamente. As memórias foram encaixadas conforme a narrativa foi ganhando forma, com escolhas que ajudam a manter o tom humano e aberto ao humor.

Memória, juventude e limites da escrita

O memorial não se restringe ao luto; ele inclui referências de autores que tratam da velhice, como Simone de Beauvoir e Norberto Bobbio. O texto não depende de diários ou cartas, o que o diferencia do livro anterior, O espelho e a mesa.

O autor também explica que a despeito da intimidade, o foco é o envelhecimento como processo, com a doença da esposa atuando como gatilho para a reflexão. O tom busca evitar tanto o sofrimento quanto a idealização da velhice.

Expectativas e vocação literária

Por fim, Toledo comenta a relação entre jornalismo, história e narrativa pessoal, afirmando que o novo livro oferece um retrato menos “visceral” do que seus textos anteriores, priorizando a experiência vivida. Ele espera que leitores jovens encontrem algo tocante no tema da passagem do tempo.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais