O que acontece quando um diretor renomado, conhecido por trazer experiências profundas para uma sala de cinema, e um dos maiores clássicos literários de todos os tempos se juntam em uma produção? Eles geram US$ 1,104 bilhão em bilheteria mundialmente. A Odisseia, dirigida pelo britânico Christopher Nolan, fez história ao se tornar o filme mais […]
O que acontece quando um diretor renomado, conhecido por trazer experiências profundas para uma sala de cinema, e um dos maiores clássicos literários de todos os tempos se juntam em uma produção? Eles geram US$ 1,104 bilhão em bilheteria mundialmente.
A Odisseia, dirigida pelo britânico Christopher Nolan, fez história ao se tornar o filme mais lucrativo do diretor, em menos de um mês.
A produção desbancou dois longas do diretor com o homem morcego: Batman: O cavaleiro das trevas ressurge, de 2012 com US$ 1,085 bilhão, e seu antecessor, Batman: O cavaleiro das trevas, de 2008, com US$ 1,008 bilhão.
O épico também bateu o recorde de Nolan em uma estreia, arrecadando US$ 264,1 milhões mundialmente.
A Odisseia entrou para a seleta lista de 65 longa-metragens com mais de US$ 1 bilhão em bilheteria (lembrando: Nolan aparece três vezes lá).
A produção é uma recriação do clássico grego de Homero, “A Odisseia”. No filme, a história acompanha Odisseu (Matt Damon) em uma longa e perigosa jornada de dez anos para voltar à ilha de Ítaca após a Guerra de Tróia, enfrentando deuses e monstros para reencontrar sua esposa Penélope (Anne Hathaway).
O elenco do longa também conta com Zendaya como Athena, Tom Holland no papel de Telêmaco, Elliot Page atuando como Sinon, Robbert Pattinson personificando Antinous e Travis Scott assinando a trilha sonora.
Nolan usou tecnologia capaz de gravar apenas 3 minutos contínuos
Um dos grandes atrativos da produção foi o uso da câmera IMAX 15-perf/65mm, uma das mais potentes do mercado cinematográfico. Cada rolo de filme custa aproximadamente US$ 1.500 e apenas entre 2 minutos e meio e 3 minutos podem ser gravados continuamente.
+ A Odisseia bate recorde de Nolan com arrecadação de US$ 264,1 mi na estreia
O filme foi inteiramente gravado com o aparelho, que garante até 28% a mais de dimensão na imagem do que câmeras convencionais de cinema. Esse não foi o primeiro contato do diretor britânico com a tecnologia. Nolan foi um dos principais responsáveis por trazer a IMAX para produções mais populares.
A primeira aparição desse recurso em seus filmes foi em Batman: O Cavaleiro das Trevas, em que seis sequências foram feitas com câmeras IMAX, entre elas o assalto ao banco que abre o longa.
Mas não são todas as salas de cinema que podem traduzir a experiência completa da tecnologia. As chamadas “Salas de IMAX 70mm” utilizam uma película exibida diretamente pelo projetor ao invés de usar projeção digital.
Dentre estas salas, apenas 41 no mundo inteiro tem a tecnologia suficiente para exibir A Odisseia em seu formato mais fiel. Nenhuma no Brasil.
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