A acrobata Mariia Konfektova está processando a empresa de entretenimento Cirque du Soleil após ter caído de um aro suspenso no teto durante uma apresentação em Portland, em Oregon, no noroeste dos Estados Unidos. A petição judicial, ajuizada em 20 de agosto, foi feita contra cinco companhias do grupo, pedindo US$ 16,75 milhões, aproximadamente R$ […]
A acrobata Mariia Konfektova está processando a empresa de entretenimento Cirque du Soleil após ter caído de um aro suspenso no teto durante uma apresentação em Portland, em Oregon, no noroeste dos Estados Unidos. A petição judicial, ajuizada em 20 de agosto, foi feita contra cinco companhias do grupo, pedindo US$ 16,75 milhões, aproximadamente R$ 85,7 milhões.
Acidente resultou em diversas fraturas
O acidente aconteceu há exatos dois anos, em 24 de agosto de 2024, durante um ato de Kooza – espetáculo itinerante da empresa que combina a acrobacia tradicional de circo com atuação de palhaços – no Portland Expo Center.
Konfektova realizava um número solo em um aro suspenso no teto, a aproximadamente 4,57 metros de distância do palco. Na transição entre os movimentos, seu pé direito teria escapado da parte inferior do aro, fazendo com que perdesse a pegada e caísse diretamente sobre o palco.
Como não havia nenhum euipamento de proteção, individual ou geral como redes ou colchões de queda, a acrobata acabou sofrendo múltiplas fraturas na face e mandíbula, deixando-a com visão dupla, hemorragia nasal traumática, alteração da mordida além de outras outras lesões.
O socorro teria chegado entre dez e quinze minutos depois. Konfektova passou por reconstrução facial, fixação de fraturas da mandíbula, reparação do lábio, cirurgia do punho e outros procedimentos.
Acrobata acusa empresa de não entregar os equipamentos recomendados
A acrobata afirma no processo que o aro recebido não atendia às especificações pedidas e o guincho que o segurava estava posicionado 61 cm fora do centro do palco. Ela teria alertado o treinador e o responsável do espetáculo, mas nenhuma medida foi tomada.
Mesmo apresentando liberação médica em janeiro de 2026, Konfektova foi demitida no mesmo mês, com o Cirque alegando que os objetivos de reintegração não foram cumpridos e que o número havia sido eliminado por razões artísticas.
De acordo com a Divisão de Segurança e Saúde Ocupacional do Oregon (Oregon OSHA), até agora, duas infrações foram constatadas no caso:
- Infração grave por falta de proteção contra quedas, com multa de US$ 8.070. A norma federal exige guarda-corpo, rede de segurança ou proteção individual quando o trabalhador está quatro pés ou mais acima de um nível inferior.
- Infração administrativa sem multa, relacionada a composição do comitê de segurança. Os oito integrantes haviam sido escolhidos pela empresa. A lei exige que metade represente os funcionários.
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