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Bienal do Livro de SP abre maior edição da história com 269 expositores

Evento já conta com quatro dias com ingressos esgotados e tem a Espanha como país convidado

Foto de uma multidão passeando pela Bienal do Livro de São Paulo
Bienal Internacional do Livro de São Paulo terá sua maior edição com quase 300 expositores (Créditos: Divulgação/Bienal Internacional do Livro de São Paulo)

A Bienal Internacional do Livro de São Paulo, o maior evento literário da América Latina, começou nesta sexta-feira (4) e se estenderá até o domingo da próxima semana, 13 de setembro. A feira acontece no Distrito Anhembi, em Santana, na Zona Norte de São Paulo.

Atualmente, o evento conta com quatro dias esgotados: 5, 6, 7 e 12. Os demais ainda têm ingressos disponíveis, que podem ser adquiridos pela plataforma Fever.

A 28ª edição do festival contará com 269 expositores e mais de 350 autores convidados, com expectativa de receber 700 mil visitantes ao longo dos dez dias. O orçamento divulgado para este ano foi de R$ 36,5 milhões.

Em 2024, a Bienal recebeu 722 mil visitantes e reuniu 227 expositores, que disponibilizaram 3,65 milhões de livros de mais de 500 selos editoriais. Foram 683 autores brasileiros e 33 estrangeiros, além de duas mil horas de programação.

A Prefeitura de São Paulo destinou mais de R$ 20 milhões ao Vale-Livro. Cada beneficiário receberá R$ 100, contra R$ 60 em 2024, um aumento de aproximadamente 67%.

O programa deve atender mais de 52 mil estudantes e 154 mil servidores da Secretaria Municipal de Educação, além de cerca de 2 mil servidores e colaboradores da Secretaria Municipal de Cultura.

Principais autores da Bienal

Entre os convidados internacionais, a Bienal traz Alice Oseman, autora de Heartstopper, Ana Huang, Elena Armas, Jay Kristoff, Lynn Painter, Danielle L. Jensen, Leia Stone, Hannah Bonam-Young e Bal Khabra.

Entre os nomes nacionais, o evento reúne Conceição Evaristo, Itamar Vieira Jr., Raphael Montes, Paula Pimenta, Carina Rissi, Aline Bei, Ana Suy, Socorro Acioli, José Falero, Sérgio Vaz, Alê Santos e Pedro Bial.

Bienal terá palcos únicos com debates, autores e influenciadores

A edição de 2026 contará com 11 palcos únicos disponibilizados pela própria Bienal, cada um com seu diferencial e enfoque no mundo da literatura.

A Arena Cultural é um dos principais espaços do evento e reunirá autores e influenciadores para encontros com os visitantes. O Espaço Educação tem um propósito semelhante, mas dá palco a profissionais da educação e pesquisadores da área para compartilhar conhecimentos sobre o papel da leitura.

O Salão de Ideias fomenta debates sobre literatura e outras áreas, como educação e diversidade, com foco no pensamento crítico. O Espaço Saúde e Bem-Estar promove a reflexão sobre hábitos mais saudáveis, conectando também o papel da literatura a essa área.

O espaço do Prêmio Jabuti aproxima os visitantes de obras e autores consolidados pela premiação, considerada a mais tradicional da literatura brasileira. O Espaço Infantil aproxima os pequenos do mundo literário com atividades lúdicas, oficinas e contações de histórias.

No Papo de Mercado, o trabalho entra em pauta com debates mais estratégicos sobre o setor editorial, suas inovações e seu papel no mercado, com temas atuais como IA e marketing. O espaço Cordel e Repente convida os visitantes a explorar o gênero literário popularizado no Nordeste, além de aproximar seus autores do público.

Na Alameda dos Artistas, o foco é a divulgação de autores e seus lançamentos, aproximando suas experiências de novos leitores. O Espaço Podcast traz um formato em alta no meio digital, combinado com a tradição dos livros, e contará com a participação de criadores de conteúdo e comunicadores.

A Praça da Palavra é um espaço de encontro com culturas e expressões da literatura, com saraus, bate-papos, música e outras manifestações artísticas. Já na Praça das Histórias, o foco é tirar as histórias do papel e colocá-las na oralidade, com programações para todas as idades.

Por fim, o Espaço Influenciadores traz personalidades da internet para gravações e criações de conteúdos digitais.

Espanha vem à Bienal mirando expansão no Brasil

O País Convidado de Honra desta edição é a Espanha, com um pavilhão de 500 m² e uma comitiva de 50 escritores. O tema da participação é “Confluências”, com curadoria da escritora Marta Sanz e atividades que representam diferentes regiões e línguas do país.

O governo espanhol classifica oficialmente a iniciativa como um “projeto de Estado”, voltado à projeção cultural e à abertura de oportunidades comerciais no Brasil e nos países de língua portuguesa.

Entre os nomes confirmados estão Bernardo Atxaga, Xesús Fraga, Alana S. Portero, Carlos Zanón, Elena Medel, Isaac Rosa, Katixa Agirre, Gemma Ruiz Palà, Sabina Urraca e Elvira Navarro.

Muitos dos participantes ainda têm poucas ou nenhuma obra traduzida no Brasil, justamente um dos problemas que a missão espanhola pretende enfrentar.

Os dados ajudam a entender por que o Brasil é considerado estratégico. Em 2024, as exportações do setor editorial espanhol para o país somaram € 11,63 milhões, correspondentes a 2,49 milhões de exemplares. O faturamento recuou 1,41%, embora o número de unidades tenha aumentado 2%.

Desse total, apenas € 3,05 milhões vieram da venda de livros. A maior parte do valor, € 8,58 milhões, correspondeu a fascículos e materiais vendidos em bancas. Entre os livros exportados, as obras de literatura representaram 13,10% do total.

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